Ano de 1953 foi um ano importantíssimo para mim. Morava na rua do Socorro a apanhava um elétrico como este nos Restauradores para ir ver o Sporting, ao estádio de Alvalade o avô do atual , entrei para sócio pela primeira vez. e fazia ginástica 2 vezes por semana, na sede velhinha da rua do Passadiço, com o professor Reis Pinto Andava na 3ªclasse da escola da Praça de Figueira e foi sem dúvida o meu primeiro contacto com a cidade onde nascera
13/01/2022
1953(2)
1953 (2) Este é edifício de Ateneu Comercial de Lisboa , ali ás portas de Santo Antão, muito frequentado por mim neste ano . Os meus tios com quem vivia faziam campismo, pioneiros da modalidade em Portugal e uma vez por semana havia reunião da secção de campismo que acontecia numa salinha do último andar deste edifício, (aquela janelinha lá do alto do magnífico palacete) Ali se combinavam estratégias que é como quem diz, saídas de fim de semana no Verão ou passeios dominicais no tempo invernoso. O tal tempo que referi noutra publicação, que me enchia de gozo infantil , quando passávamos de mochila as costas por Lisboa, ouvindo piadolas palermas, reflexo duma sociedade imbecil, que talvez nunca tenha deixado de ser (continuará)
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!953(3)
!953(3) Por vezes não me lembro o que comi ao jantar de há 2 ou três dias, mas lembro-me muito bem do nome de algumas pessoas que faziam parte do grupo campista do Ateneu. Algumas muito curiosas como o Mateus bibliotecário do próprio Ateneu, surdo que nem uma portal, mas extremamente culto Desse grupo ninguém tinha automóvel, privilégio só ao alcance de muito poucos e recordo que o primeiro a ter autonomia na locomoção foi o casal Mineiro Tiago que adquiriu uma Henkel e que chegava as reuniões campistas de fim de semana montados nela. Talvez já como reflexo dum melhor desafogo financeiro, já que ele era empregado bancário , profissão de topo na altura , ela a Lourdes empregada na Manteigaria Silva nas Portas de Santo Antão Hoje ter carro próprio é uma recorrência vulgaríssima , mas ´só para comparar eu não tenho ideia de alguma vez ter ido cumprir o ritual que hoje em dia é vulgar de IR COMER FORA , quanto muito isso na altura só poderia dizer comer na varanda (continuará)
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1953(5)
1953(5) Falar em comer fora em 1953, era mais uma vez privilégio de muito poucos. Razão porque também não havia muitos restaurantes . Casas de pasto (curiosa designação ) e tascas que serviam iscas de porco e bifanas havia muitas, em determinados locais que espalhavam um aroma intenso pelo ar e que ficavam na memória. O comércio era diversificado, havia comércio de coisas impensáveis hoje em dia ninguém se lembrará de abrir uma drogaria ou uma capelista , para vender botões e linhas , porque afinal essa coisa de coser é técnica quase ancestral Luvarias como lembrei onde trabalhava a minha tia , ou loja de chapéus onde trabalhou a minha mãe, deixaram de existir , com exceção de algumas raridades Já tinha dito que neste ano morava na rua do Socorro, em frente havia uma estação de camionagem da empresa Capristanos encostadinha á calçada do jogo da pela Talvez por isso circulavam por ali na altura , muitos homens vertidos de ganga e com umas cordas aos ombros , chamavam-se carregadores , mas também uns outros, terror das famílias chamados de limpa chaminés Na altura era proibido recusar a limpeza da chaminé lá de casa, razão porque, quando se suspeitava que eles batiam á porta , toda gente tentava fazer-se de morto e não os atender. Enquanto isso serviam igualmente para intimidar as criancinhas que não queriam comer a sopa Pastelarias não havia muitas, algumas leitarias coisa mais modesta , mas recordo esta bem tradicional na praça da Figueira que por lá se mantém ainda hoje , parece que tem 192 anos e vai na 6ª geração de proprietários (continuará )
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1953(4)
1953(4) Mas afinal onde se ia acampar nesse tempo. ?. Obviamente que não se podia ir muito longe de Lisboa, por razões financeiras do preço dos bilhetes mas também porque o tempo disponível. não era muito. Para espanto do Salazar, esse invenção inglesa bem macabra , chamada SEMANA INGLESA, estava dando os primeiros passos Os trabalhadores dos serviços , como o meu tio Sabino, que era empregado da Sonap, poderiam usufruir de descanso aos sábado de tarde , mediante devida comparação horária feita durante a semana. Porém a minha tia Manuela empregada de balcão numa luvaria na baixa de Lisboa , já tinha que trabalhar no sábado de tarde , fora da libérrima loucura inglesa , de começar a sugerir que trabalhadores não são escravos Sendo assim, eu e o meu tio iamos mais cedo para o local do acampamento sendo que a tia, lá aparecia mais tarde com a enorme vantagem de já ter o jantar pronto Para passar então o restinho do sábado e parte do domingo na Venda do Pinheiro ou na Costa de Caparica, requeria-se um enorme amor ao campismo e ao convívio (continuara )
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memórias do menino lisboeta na Espadaneira )(20)
memórias do menino lisboeta na Espadaneira )(20) Para quem não sabe a Espadaneira existe , naquele tempo dos anos 50, era uma apeadeiro da CP. Aconteceu e não sei porque razão, os meus pais mudaram-se para lá, para uma casita que ficava bem perto desse apeadeiro. Talvez porque a renda fosse mais baixa, po porque (hipótese mais provavel)a aquele último andarda Rua da Moeda, no centro de Coimbra, era demasiado húmido para a doença da minha mãe. Vivi lá pouco tempo, como explicarei depois, mas até hoje Coimbra ficou para sempre no meu coração. Nunca soube explicar, esse fascínio que sempre senti por aquela cidade. Nem sequer como já contei, por ter vivido lá tempos muito felizes, pelo menos nesta vida, talvez noutras passadas também por lá tenha passado. Naquele tempo, cidade era tremendamente marcada pela vida estudantil,que resultada numa enorme rivalidade com os civís, a quem julgo chamavam futricas ( penso que não estou errado ). Essa rivalidade resultava muitas vezes em enormes cenas de pancadaria , provavelmente por assuntos de saias, já que a jovem estudantada se achava com dieito de escolha prioritária ao mulherio local. Recordo naquela época famosas cenas de pancadaria futebolística no largo da portagem , em especial com os adeptos do Benfica, penso por razões ligadas a uma certa final duma taça de Portugal . (Quando aqui escrevo, nunca vou confirmar seja o que for, não quero perder a originalidade de esquadrinhar apenas os recantos das minhas memórias de menino De qualquer forma esses tempos na Espadaneira, foram os últimos passados em Coimbra, só lá voltaria já adulto. Estava de volta a Lisboa, precisava de frequenar a 3ª classe (continuará)
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19/07/2014
ganhar tracção
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09/07/2014
sim, é disto que te falo
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marketing: está à nossa volta.
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e liberdade, tens?
Liberdade é elemento qualificador da independência de qualquer ser humano. Quando te pergunto se 'tens liberdade',
foco-me apenas numa vertente: a profissional. E porquê? Porque pura e
simplesmente é disto que este texto pretende tratar, ou seja, da tua
liberdade profissional, muito provavelmente a futura, depois de leres o
que te pretendo passar como mensagem.Nota o seguinte: há negócios que são bem esgalhados de raíz e seguem uma segura implementação e, por assim serem, estão na via certa do sucesso; outros existem que, não obstante a ideia boa que a mente desenha, a juzante chocam de frente com uma má estratégia, um mercado impreparado, um vazio de objectivo e um caminho de pedras destinado ao insucesso. Isto é passível de acontecer tanto num negócio teu como trabalhando para outrém.
É por isso que se torna importante separar o trigo do joio. Mais importante é quando se toma uma decisão -ou se redefine uma anterior ideia- de trabalhar para si próprio, eliminando hierarquias tradicionais, submissão, projectos obsoletos/démodé que, não raras vezes, nos trazem contrariedades e desânimo. Sei do que falo: been there done that. Acredita que sim.
Acabei por ficar com o trigo ao escolher a Empower Network e ao integrar-me num grupo de gente boa e feliz que dá pelo original nome de 'Lazy Millionaires League'. De 'lazy' ('mandrião') nada têm/temos, repara. A 'lazyness' ('mândria', assim numa tradução literal) vem precisamente da liberdade que temos para escolher onde/quando/o que queremos trabalhar numa base de negócio do século XXI: o marketing digital.
Neste negócio -que é teu também assim o queiras- tu tens duas vertentes importantes: aprendes e ganhas com isso. Quando escrevo 'ganhas', significa que, para além do valor formativo ganho em técnicas e ferramentas que provavelmente desconhecerás, tens igualmente o valor material, i.e.: o teu dinheiro ganho. E a 100%.
Se vens de um negócio tradicional, com escritório e/ou loja física, aqui não os tens, mas em contrapartida, o teu mercado é o mundo. E garanto-te: é muitooo grande.
Há que romper com o que não interessa do passado. E sim, eu sei que muitas vezes não é fácil, mas é de facto essencial para te libertares a ti próprio do tal joio. Se quiseres já hoje arrumar a capa do passado e vestir a camisola do futuro, começa aqui.
Até já.
info[at]lbento.com
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30/06/2014
21/08/2011
27/01/2011
17/11/2010
EQM
nte doloroso e desagradável, esse regresso à vida, porque eu não queria nada. Eu queria era continuar naquela dimensão onde me sentia bem. [...] A vida é tão maçadora. Éuma chatice a pessoa andar numa trabalheira desgraçada para comer e para sobreviver.Tem alguma graça pensarmos que só lá para o ano 5000 é que se tem os problemas resolvidos? Depois, fala-se em Deus, uma entidade extremamente perfeita. Ora, eu não sou Deus, mas não preciso de ser. Se eu fosse a criar o ser humano e a humanidade, criava coisas muito mais perfeitas do que estas que temos. Temos de nos socorrer de um certo humor, de um certo distanciamento das coisas e deixá-las correr. A receita do Agostinho da Silva era esta: isto é um rio e nós estamos a ser levados pela corrente. Não vale a pena esbracejar e tentar lutar contra a corrente porque nos afogamos. Há é que tentar boiar. [...] "
-Fernando Dacosta a Patícia Costa Dias in 'EQM- relatos verídicos'
10/11/2010
22/05/2010
22/04/2010
12/04/2010
Omraam Mikhaël Aïvanhov (1900-1986)
Um filósofo interessante. A continuar a ler aqui
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